O Partido Socialista de Arruda dos Vinhos vem, por este meio, manifestar o seu mais profundo repúdio e indignação face à decisão de encerramento das urgências de obstetrícia do Hospital de Vila Franca de Xira. Esta medida representa um grave retrocesso nos direitos das mulheres e das famílias da nossa região, pondo em causa a segurança e a proximidade de cuidados de saúde que são pilares fundamentais de uma sociedade justa.
É para nós inaceitável que uma decisão desta magnitude tenha sido tomada à revelia das instituições locais. Repudiamos a forma como o processo foi conduzido: não houve coordenação, não houve planeamento conjunto e, acima de tudo, não houve audição prévia. A administração da Unidade Local de Saúde Estuário do Tejo e as Câmaras Municipais da região foram meras recetoras de uma comunicação unilateral e autoritária. Ignorar os eleitos locais, que diariamente lidam com as angústias da população, demonstra uma preocupante falta de respeito institucional e uma incapacidade de gestão política por parte do atual Governo.
Neste contexto, lamentamos profundamente a postura da coligação “Juntos por Arruda”. Em vez de se colocarem ao lado dos arrudenses na exigência de soluções, optam pelo ataque fácil e pela memória seletiva, tentando imputar todas as responsabilidades a governos anteriores do Partido Socialista. Convém recordar que o PSD e o CDS governam o país há dois anos e, durante este tempo, a única resposta estrutural que encontraram foi o encerramento do referido serviço.
Para refrescar a memória da direita local, socorremo-nos das palavras de uma das suas maiores referências históricas, Francisco Sá Carneiro, que afirmou: “Um Governo tem seis meses para culpar o anterior. Depois disso, a responsabilidade é sua.“. Passados dois anos de mandato, o Governo da AD já não pode esconder a sua própria incompetência atrás de heranças. Se o serviço fecha hoje, a responsabilidade política e a incapacidade de fixar profissionais no nosso hospital recaem inteiramente sobre quem detém o poder.
O Partido Socialista de Arruda dos Vinhos não aceitará que a nossa população seja tratada como cidadã de segunda. Exigimos a reversão imediata desta decisão e a abertura de um canal de diálogo real com a ULS e os Municípios. Continuaremos vigilantes e empenhados na defesa de um Serviço Nacional de Saúde público, universal e de qualidade, que responda de facto às necessidades de quem vive e trabalha na nossa terra.
